domingo, 28 de agosto de 2011

A Décima entre as Dez coisas que seu aluno autista gostaria que você soubesse

10 - Ofereça escolhas reais – e apenas as possíveis.

Não me dê escolhas ou me pergunte “você quer...?” ,a não ser que esteja disposta a ouvir “não” como resposta. “Não” pode ser minha resposta mais sincera para “você quer ler em voz alta agora?” ou “você que dividir as tintas com o William?”. É difícil para eu confiar em você quando escolhas não são realmente escolhas.
  •   Você não percebe a quantidade impressionante de opções que você tem diariamente. Você, constantemente, faz suas escolhas sabendo que, ter         opções e ser capaz de fazer escolhas, lhe dá controle sobre sua vida e sobre o futuro. Para mim, as opções são muito limitadas, e é por isso que é     difícil eu me sentir confiante/seguro. Me dar, constantemente ,opções para escolher , ajuda com que eu me torne mais  ativo e engajado no meu dia a     dia.
  • Sempre que possível ofereça uma escolha dentro de uma obrigação. Ao invés de dizer: “escreva seu nome e a data no início da folha”, diga: “você gostaria de escrever seu nome primeiro, ou gostaria de escrever a data primeiro?” ou “o que você gostaria de escrever primeiro, letras ou números?”.  Me mostrando, em seguida, “viu como o Jason está escrevendo o nome dele no papel?”.
  • Me dar escolhas, me ajuda a aprender comportamentos adequados , mas eu também  preciso entender que, em alguns momentos, você não poderá dá-las. Quando isso acontecer, eu não vou ficar tão frustrado se eu entender o motivo: “Eu não vou lhe dar escolhas nessa situação porque é perigoso e você poderá se ferir.“; "Eu não posso te dar opções porque isso seria ruim para o Danny” (afetaria negativamente outra criança); “Eu lhe dou muitas escolhas, mas agora é necessário que seja a escolha de uma adulto”
  
        Últimas palavras: ACREDITE. Hanry Ford (aquele do carro) disse, “Tudo que você pensa que pode, tudo que você pensa que não pode, você está geralmente certo.” Acredite que você pode fazer diferença para mim. Requer acomodação e adaptação, mas o autismo é uma deficiência ilimitada. Não existe nenhuma limitação inerente às conquistas. Eu consigo perceber muito mais do que me comunicar, e o principal é que eu consigo perceber se você acha que eu “posso conseguir”. Espere mais, e você terá mais de mim. Me encoraje a ser tudo que eu posso ser para que eu possa continuar o caminho mesmo depois de deixar sua sala de aula.  


Trecho traduzido do livro:
Ten things your student with autism wishes you knew.   
By Ellen Notbohm

sábado, 27 de agosto de 2011

A Nona entre as Dez coisas que seu aluno autista gostaria que você soubesse


9 -  Critique gentilmente.
 Seja honesto - o quanto você tolera críticas construtivas? A maturidade e autoconfiança para eu fazer isso podem estar anos luz das minhas habilidades nesse momento. Você não deve nunca corrigir-me? Claro que não. Mas faça isso com carinho, para que eu possa realmente te ouvir. 
  • Por favor! Nunca tente impor disciplina ou me corrigir quando eu estou com raiva, perturbado, retraído, ansioso, ou emocionalmente incapaz de interagir com você.
  • Novamente, lembre-se, eu vou reagir proporcionalmente, ou melhor, à qualidade da sua voz, mais do que às palavras. Eu vou ouvir os gritos e perceber que você está chateada, mas não vou ouvir as palavras e, por isso, não vou ser capaz de entender o que eu fiz de errado. Fale baixo e se abaixe também, para que você se comunique comigo na minha altura ao invés de gritar sobre mim.
  • Me ajude a entender meu comportamento inadequado me apoiando, tentando resolver o problema  e não me acusando. Me ajude a entender os sentimentos que desencadearam meu comportamento. Talvez eu diga que estava com raiva, mas na verdade eu estava com medo, frustrado, triste ou com ciúmes. Investigue além da minha primeira resposta.
  • Demonstre ou encene - me mostre uma maneira melhor de lidar com as situações da próxima vez. Histórias com fotos me ajudam. Esteja pronta para encenar muitas vezes comigo. E quando a oportunidade surgir, me lembre, imediatamente, de como devo agir.
  • Me ajuda muito quando o seu comportamento serve de modelo de como devo me comportar em relação às críticas. 





Trecho traduzido do livro:
Ten things your student with autism wishes you knew.   
By Ellen Notbohm

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A Oitava entre as Dez coisas que seu aluno autista gostaria que você soubesse


8 -  Não faça de uma situação ruim ainda pior.
 Eu sei que, apesar de você ser um adulto, você pode tomar decisões ruins “no calor do momento”. Eu realmente não quero começar a chorar, me mostrar raivoso ou interroper sua aula. Você vai me ajudar a sair dessa situação mais rapidamente se não responder de forma inflamada. Fique ciente dessas respostas que prolongam meu desconforto ao invés de resolverem a crise.
  • Começar a falar alto.  Eu ouço os gritos, mas não as palavras.
  • Me imitar ou debochar de mim. Sarcasmo, insultos, ou xingamentos não irão fazer com que eu me comporte diferente por estar envergonhado.
  • Fazer falsas acusações.
  • Ter duas medidas.
  • Me comparar com meus irmãos ou com qualquer outro aluno.
  • Lembrar situações anteriores ou sem relação com o que está acontecendo.
  • Me generalizar. (“crianças como você, são todas iguais!”






Trecho traduzido do livro:
Ten things your student with autism wishes you knew.   
By Ellen Notbohm

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Da Terceira a Sétima entre as Dez coisas que seu aluno autista gostaria que você soubesse


3 - Procure por questões sensoriais em primeiro lugar.
Muitas dos meus comportamentos resistentes aparecem por causa de desconforto sensorial. Um exemplo são as luzes fluorescentes, que tem se mostrado ser, cada vez mais, um grande problema para crianças como eu. O barulho que elas produzem é extremamente incômodo para minha audição hipersensível, e os pulsos luminosos que elas emitem podem distorcer minha percepção visual, fazendo com que objetos na sala pareçam estar em constante movimento. Uma lâmpada incandescente na minha mesa irá reduzir a oscilação luminosa. Ou talvez eu precise sentar mais perto d você; eu não entendo o que esta sendo dito por que existe muito barulho ao redor – aquele cortador de grama do lado de fora, Jasmim sussurrando para Tânia, cadeiras sendo arrastadas, apontadores de lápis apontando...
Pergunte à Psicóloga da escola algumas idéias que ajudem o sistema sensorial. É bom para todas as crianças, não só para mim. 

4 - Me dê um intervalo, para permitir que eu me ajuste, antes que eu precise de um.
 Um cantinho silencioso e acarpetado de uma sala com algumas almofadas, livros e fones de ouvidos ajudam a me distanciar e a voltar a interagir quando eu me  sentir preparado, mas nada muito fisicamente distante que empeça que eu volte às atividades naturalmente.

5 - Me diga o que você quer que eu faça positivamente e não imperativamente.
“Você deixou uma bagunça na pia!” é meramente uma constatação de fatos para mim. Eu não sou capaz de deduzir que o que você realmente quis dizer foi: “por    favor, lave seus potes com tintas e coloque as toalhas de papel no lixo”. Não me faça adivinhar ou ter que deduzir o que eu deveria fazer.

6 - Tenha expectativas razoáveis.
Aquelas reuniões escolares com centenas de crianças amontoadas e alguém falando sobre a venda de balas são desconfortáveis e sem sentido para mim. Talvez, nesses momentos, eu fique melhor ajudando a secretária escolar com as circulares.

7 - Me ajude a mudar de atividades.
Eu demoro um pouquinho mais para sair de uma atividade para outra. Me avise cinco minutos antes e dois minutos antes da atividade ser trocada e planeje usar alguns minutinhos a mais para as atividades.  Um relógio ou um timmer  na minha mesa ajudam, dando uma medida visual do tempo que resta  antes da  próxima atividade. Isso me ajuda a administrar o tempo e as transições de forma mais independente.


 Trecho traduzido do livro:
Ten things your student with autism wishes you knew.   
By Ellen Notbohm


Uma mensagem dos surdos

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A Segunda entre as Dez coisas que seu aluno autista gostaria que você soubesse


 2 - Nunca suponha.

Sem o respaldo de fatos supor é apenas um palpite. Talvez eu não conheça ou compreenda as regras. Eu posso ter ouvido as instruções, mas não tê-las entendido. Talvez eu soubesse ontem, mas não consiga reavê-las hoje. 

Pergunte a você mesma: Você tem certeza que eu sei fazer o que está sendo pedido? 
Se, de repente eu, corro para o banheiro toda vez que você me pedir para fazer um exercício de matemática, talvez eu não saiba fazê-lo e tenha medo que meus esforços não sejam suficientes. Fique comigo durante as varias repetições de uma atividade até eu me sentir competente. Talvez eu necessite praticar mais que outras crianças até conseguir fazer sozinho. 

Você tem certeza que eu realmente conheço as regras?  
Eu compreendo a razão para todas elas (segurança, economia, saúde)? Eu não estaria quebrando a regra por uma razão desconhecida? Talvez eu tenha tirado meu lanche da lancheira antes porque eu estava ansioso em terminar meu projeto de ciências, não tomei meu café da manhã e agora estou faminto. 


Trecho traduzido do livro:
Ten things your student with autism wishes you knew.   By Ellen Notbohm

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A Primeira entre as Dez coisas que seu aluno autista gostaria que você soubesse

1 -  Comportamento é comunicação.

Todo comportamento acontece por uma razão. Ele lhe diz algo, mesmo quando minhas palavras não dizem, sobre como eu percebo o que está acontecendo ao meu redor.
Comportamentos inadequados e disruptivos atrapalham minha aprendizagem, mas, simplesmente, interromper esses comportamentos não é suficiente; me ensine a trocar meus comportamentos inadequados pelos adequados para que uma verdadeira aprendizagem possa fluir.
Comece acreditando que: Eu realmente quero prender a interagir apropriadamente. Nenhuma criança quer ser repreendida como sou quando me comporto mal.
Meus comportamentos disruptivos geralmente significam que eu estou desorientado por causa do meu sistema sensorial, não consigo dizer o que eu quero ou necessito, ou não entendo o que está sendo esperado de mim.
Olhe além do meu comportamento para encontrar a origem da minha resistência.
Faça anotações sobre o que aconteceu imediatamente antes do meu comportamento inadequado: as pessoas que estavam comigo, o momento do dia, as atividades, o lugar. Com o tempo, poderá emergir um padrão. 

Trecho traduzido do livro: 
Ten things your student with autism wishes you knew.   
By Ellen Notbohm